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segunda-feira, 28 de março de 2011

Literatura em Viagem regressa a Matosinhos



A sexta edição do Festival de Literatura em Viagem volta à Biblioteca Florbela Espanca em Matosinhos.


O evento internacional conta com nomes tão sonantes como José Luís Peixoto ou Gonçalo M. Tavares.







A importância da literatura na actualidade é o tema da 6ª edição do Festival de Literatura de Viagem. que decorre de 16 a 19 de Abril em Matosinhos.

O encontro pretende reunir mais de cinquenta escritores dos quatro cantos do mundo. Gonçaolo M.Tavres, José Luís Peixoto, Afonso Cruz, Ricardo Adolfo, Valter Hugo Mãe e José Rentes de Carvalho são alguns dos nomes portugueses confirmados para esta edição.

Mesas redondas, lançamentos de livros, exposições e concertos de música clássica são algumas das actividades agendadas para o festival.

sábado, 4 de dezembro de 2010

António Lobo Antunes

Hoje, 4 de Dezembro, às 21.30h na FNAC do NorteShopping, António Lobo Antunes apresenta SÔBOLOS RIOS QUE VÃO, o seu livro mais recente. Um romance sobre a vida e a morte, classificado pelo filósofo José Gil como «um grande livro, com muitos aspetos insólitos e inéditos na escrita do autor».
Trata-se do mais autobiográfico dos livros do escritor, cujo narrador recupera, após uma operação a um tumor no intestino, memórias de fragmentos da sua vida. Recorda pessoas que atravessaram o seu percurso e conduz os leitores, como que por um rio, pelas humilhações da doença, numa reflexão sobre a vida e a morte.
Quem gosta da escrita inconfundível de Lobo Antunes não pode perder a oportunidade de assistir ao lançamento do livro, através do Fórum FNAC.
FNAC NorteShopping - 4 de Dezembro às 21.30h

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Festa do livro

A Fnac promove uma campanha de incentivo à leitura e à promoção do livro. Entre 8 de Abril e 12 de Maio os clientes da Fnac vão poder usufruir de descontos de 20% a 40% na compra de livros, para além de terem acesso a lançamentos e debates.
Esta é, portanto, uma boa altura para adquirir aquele livro que há muito tempo queria comprar. Aproveite também para ficar a par das novidades e das novas tendências.
A iniciativa estende-se obviamente ao seu site, onde podem também ficar a saber mais sobre esta campanha.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

205º aniversário de Hans Christian Andersen


Comemora-se hoje o 205º aniversário do nascimento de Hans Christian Andersen, poeta e escritor dinamarquês. Nascido a 2 de Abril de 1805, o facto de ter sido criado num meio humilde fez com que transportasse para as suas obras as diferenças sociais que observava e até mesmo a inadaptação face ao mundo real e às suas expectativas. Embora tenha escrito diversos romances, livros de poesia e de viagens, foram os contos de fadas, até à altura um género literário praticamente desconhecido, que o tornaram famoso. Entre as suas histórias mais conhecidas, encontram-se "A pequena sereia", "Polegarzinho", "O patinho feio" e o "Soldadinho de chumbo". O impacto das suas criações fez com que se começasse a comemorar o Dia Internacional do Livro Infantil também nesta data.

Curiosamente, a famosa estátua da "Pequena Sereia" de Copenhaga erguida em homenagem ao escritor foi há poucos dias transportada para a China para ser a principal atracção do pavilhão dinarmaquês na Expo 2010 em Xangai.



"Tinham-lhe oferecido aqueles soldados como presente de aniversário e ele agora entretinha-se a colocá-los em fila, sobre a mesa. Os soldados eram perfeitamente iguais, excepto um, que só tinha uma perna: tinha sido o último a ser moldado e o chumbo não fora suficiente para o terminar. No entanto, conservava-se direito como os outros, sobre a sua única perna."


Hans Christian Andersen, O Soldadinho de chumbo
Inês Antunes

sábado, 13 de março de 2010

Parábola do Cágado Velho

A Parábola do Cágado Velho é um romance escrito por Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, conhecido pelo pseudónimo Pepetela.

Nesta obra o escritor angolano mostra-nos a guerra através dos olhos de um camponês, Ulume (homem em Umbundu), que se apaixona pela jovem Munakazi (Mulher em Mubunda), numa Angola que permite a poligamia para os homens, e vai desejá-la para sua segunda mulher.

Ulume vive uma vida tranquila com a sua primeira mulher Muari, até o dia em que os seus filhos vão para a guerra, alistados em exércitos inimigos. A partir dessa altura o Kimbo de Ulumbe e Muari vai ser constantemente atacado por exércitos que reclamam comida e acabam com as provisões dos aldeões, entregando-os à penúria e à miséria.
A guerra trava-se entre "os nossos" e os "inimigos" mas os camponeses acabam por não entender quem são os "nossos" e quem são os "inimigos". Apenas sabe que qualquer homem com arma que chegue a um Kimbo traz com ele a fome a morte.

Parábala do Cágado Velho retracta os costumes angolanos em choque com a modernidade, em choque com as novas ideias e práticas que assolaram o país. Retracta a guerra e a dor que ela traz.

O cágado velho é o símbolo da sabedoria dos antepassados, da natureza e da necessidade da reflexão. Ulumbe desde novo que tem o hábito de visitar o cágado e de contemplar a natureza.

"Kanda indicou uma poltrona e sentou na outra. Ulume passou a mão pela cadeira, hesitando se havia de imitar o filho ou se sentava no chão. Nunca vira um banco daqueles, não podia ser confortável. Mas vergou-se ao sorriso convidativo de Kanda que era gentil e não de gozo. Sentou , continuando a passar a mão pelo cabedal da poltrona. Até era confortável, se admirou."

In Parábola do Cágado Velho, Pepetela

Daniela Teixeira

sábado, 6 de março de 2010

Memórias das Minhas Putas Tristes

Um título que contenha a palavra “memórias” despoleta no seu leitor uma ânsia de descoberta do passado. Gabriel García Márquez, como já era de esperar, não segue a regra e distorce um pouco o conceito de “memórias”.

O autor não começa a contar a sua vida desde criança ou adolescente, este centra-se no seu nonagésimo aniversário. Um velho e solitário jornalista que durante toda a sua vida fez questão de pagar por sexo, descobre aos 90 anos que é capaz de amar.

Num mar de metáforas e recursos estilísticos, Gabriel García Marquez demonstra que o verdadeiro amor não é carnal e não existe idade para amar. Um grande romance, de escrita inconfundível em que o autor colombiano é capaz de combinar dois aspectos aparentemente antagónicos: a velhice e o amor verdadeiro.

Prémio Nóbel da Literatura em 1982, esta obra revela-se intemporal, retratando a vida daqueles que têm medo de amar e nunca conheceram o amor simples e genuíno. Um relato mais real, que fictício que vale a pena ser lido por todos.

Numa sociedade em que muitos dos cidadãos são solitários, Gabriel García Márquez demonstra que nunca é tarde para viver uma vida a dois. A idade não é um estatuto, nem um doença, são vivências. O amor é intemporal. Não existe nada que impeça a existência de um brilho apaixonado nos olhos de um adolescente, ou de um idoso de 100 anos.

Nunca é tarde para começar.


Mariana Catarino in JUP